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Compra conjunta de imóvel: entenda como funciona e quais são as vantagens

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    A lei brasileira permite que a compra de um imóvel ocorra em conjunto. Assim, a propriedade é registrada no nome de duas ou mais pessoas; podem ser familiares, parceiros ou simplesmente amigos.
    Essa modalidade é muito comum no Brasil, em especial porque aumenta o valor permitido no financiamento.

 

Como funciona a compra conjunta de imóvel


    Duas ou mais pessoas se reunem para comprar uma casa ou um apartamento. Escolhem o imóvel e reunem suas rendas. Então, optam por uma das duas opções: 1. Adquirir à vista; 2. Fazer um financiamento.
    Para uma compra à vista, é mais simples. Basta reunir suas economias e realizar a compra. No contrato e no registro, será registrado o nome de todos os contribuintes, assim como a porcentagem com que cada um contribuiu. É muito importante deixar essa segunda informação clara nos documentos, pois, caso contrário, a lei brasileira presume que as partes necessariamente contribuiram de forma igualitária.
    Já para o financiamento, é necessário entender as condições de cada banco. De forma geral, porém, o processo é similar ao de realizar um financiamento sozinho. A diferença - e maior vantagem - é o limite econômico. 
    Como você já deve saber, o valor mensal da parcela do financiamento não deve ultrapassar 30% do seu rendimento total. Para exemplificar de forma bem simples: se você ganha um salário de R$1.000,00, sua parcela mensal não pode ultrapassar R$300,00. Isso limita o poder de compra.
    Porém, se você se unir com outra pessoa, o valor da parcela deve corresponder, no máximo, a 30% da renda de vocês juntos. Assim: se você ganha R$1.000,00 e se une com alguém que também ganha esse valor, a parcela pode chegar a R$600,00 por mês. 
    Assim, a compra conjunta de um imóvel possibilita: 1. A compra de um imóvel mais caro; 2. Um prazo menor para o financiamento; 3. Mais facilidade na aprovação do financiamento.

 

Cuidados na hora de fazer a compra conjunta


    Apesar da vantagem econômica, você precisa ter muito cuidado ao optar por essa alternativa. Inicialmente, é preciso observar: é imprescindível que você confie no parceiro escolhido para a negociação.
    Quando você compra o imóvel junto com alguém, vocês dois são coproprietários do imóvel. Assim, tem direitos e deveres. 
    Imagine a situação: você está pagando a sua parcela regularmente, mas a outra parte falta com o compromisso. Isso pode resultar em problemas judiciais que afetarão diretamente o imóvel.
    Além disso, as dívidas e ônus dos proprietários recaem sobre a propriedade. Assim, se seu parceiro tiver outros problemas com inadimplência, cobranças judiciais ou qualquer tipo de débito, isso pode resultar na indisponibilidade do bem.
    E ainda existem os deveres anuais do imóvel - o pagamento de tributos e taxas sobre a propriedade. Tudo isso deve ser organizado de forma conjunta. Um adendo: vocês pagarão os tributos e taxas na proporção da parte que possui.
    Sobre os direitos, existe a desvantagem mais clara: você não será o único proprietário. Se, no futuro, vocês quiserem vender o imóvel, ambos terão que concordar.
    Por fim, é necessário se ater à questão da herança. No caso do falecimento de uma das partes, o imóvel pode ser dividido entre novos coproprietários, os herdeiros do falecido ou a quem este designou em testamento.

 

Então, quando é ideal fazer uma compra conjunta?


    Simples: quando a questão financeira não for a sua única razão. Se esse for o caso, você deve reavaliar para evitar dores de cabeça. Faça um planejamento financeiro para dar uma entrada maior, ou opte por um imóvel que se ajuste ao seu orçamento.
    Por outro lado, se você tiver motivos para querer adquirir um imóvel com essa pessoa específica, pode ser uma boa escolha. Por exemplo, se você está em uma relação estável e quer começar uma vida nova em casal. Nesse caso, vocês dividirão as obrigações do imóvel na prática. Ou se você quiser fazer um investimento em conjunto com o seu irmão, para depois alugar o imóvel.
    Apenas é extremamente necessário, conforme dito acima, que você confie no seu parceiro. A compra de um imóvel exige um grande investimento e traz consigo várias obrigações.

 

Impedimentos para o financiamento


    Os participantes do financiamento devem comprovar suas condições econômicas e confiabilidade. Para sumarizar os principais fatores que podem dar problema:

    1. Não apresentar documentação pessoal em ordem;

    2. Não atender aos critérios internos do banco (nem sempre explícitos);

    3. Ter restrição nos órgãos de proteção ao crédito ("nome sujo");

    4. Comprometimento de renda acima do limite;

    Se um dos parceiros tiver problemas com um ou mais itens dessa lista, é provável que o financiamento não seja aprovado.
    Esses são os maiores impedimento. Afora isso, é possível fazer financiamento com o cônjuge (seja casamento ou união estável), com familiares e até mesmo com amigos, desde que comprovadas as condições.

 

Concluindo...


    Você deve tomar essa decisão com cuidado e conversar bem com todos os envolvidos. É necessário fazer um planejamento e estabelecer limites. Também analise bem o imóvel e a instituição financeira escolhida para o financiamento.
    Se ainda tiver alguma dúvida, converse com seu corretor para que ele possa atender o seu caso específico.

 

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